Segundo pesquisa da Pew Internet & American Life Project, os funcionários conectados, aqueles que usam internet com frequência no trabalho, percebem a tecnologia como um “benefício confuso”.
Os funcionários conectados são mais propensos do que a média da população adulta dos Estados Unidos a possuir um celular (93% contra 78%); têm maior tendência a ter um computador (85% contra 65%); são mais passíveis de ter um notebook (61% para 39%); e também de carregar um BlackBerry, Palm ou outro smartphone – 27% contra 13%.
Enquanto estas pessoas reconhecem a flexibilidade que as novidades tecnológicas lhes proporciona, muitos dizem que também trazem estresse e novas demandas para suas vidas. Inevitável, né…
Por um lado, 80% dos funcionários conectados dizem que estas tecnologias tornam seu trabalho mais fácil, 73% apontam maior facilidade de compartilhar idéias e 58% reconhecem como flexibilidade das horas de trabalho.
Mas 46% dos entrevistados dizem que as tecnologias de comunicações aumentam as demandas de horas de trabalho, 49% deles afirmam que intensificam o estresse relacionado à profissão e 49% dizem que fica mais difícil se desconectar do trabalho em fins de semana. Mais ou menos o meu caso. Não consigo fechar o notebook e ir ler um livro, faz algum tempo.
O estudo também mostra uma aparente correlação entre trabalhar em casa e maiores salários. “Mais de dois terços (69%) dos trabalhadores que ganham US$ 75 mil por ano ou mais dizem que trabalham de casa pelo menos em algum momento; um em quatro o fazem diariamente ou quase todos os dias”, diz a pesquisa. “Em comparação, apenas 30% dos recebem menos de US$ 30 anuais trabalham em casa e 12% o fazem todos os dias”.