Acessibilidade e usabilidade na web: um caso sério


Freirinha sabe usar site difícil?Caro leitor, se você não faz parte da grande famí­lia de desenvolvedores web; designers, programadores e projetistas, você se colocaria como sendo um usuário de internet que tem pleno direito de acessar qualquer site que desejar, sem nenhuma restrição de tipo de conexão, plataforma, browser, plugins, etc. Você usuário, sempre desejará de qualquer site, maior funcionalidade e acessi­bilidade, como eu mesmo já cobrei algumas vezes de sites de E-commerce.

Se você faz parte da grande famí­lia, principalmente se é um projetista ou designer, além de o desejar [Ah! Aqui, seu ní­vel de cobrança não seré tão grande quanto o de usuários (heavy users) exigentes, pois você sabe o quanto é trabalhoso e caro projetar sites acessí­veis e de boa usabilidade] você vai se questionar:

“Viche! Será o começo de uma nova era que ameaça o meu querido emprego, ou uma forma de empurrão pra correr atrás de novos horizontes; maior conhecimento sobre o tema de acessibilidade?”.

Ah, você terá que investir alguns $, caso seu chefe nãoo banque.

A questão é que, na era Web 2.0, acessibilidade e regras/maneiras de usabilidade será cada vez mais exigido, até chegar o dia em que não somente sites públicos deverão ser acessí­veis, mas todos os demais que estão publicados na web.

Epa! Se esse dia chegar, o que será de sites como o da “padoca” aqui perto de casa, heim? Eu lhe respondo:

Fim!

Foi depois de ler esta notí­cia que eu decidi escrever este artigo. A verdade é: deficientes fí­sicos não podem navegar em sites que, “poderiam facilmente ser alterados para atender aos padrões internacionais de acessibilidade”.

“Nós temos alguns obstáculos a superar”, disse Leonie Watson, da Nomensa, que é deficiente visual, em entrevista coletiva na sede da ONU.

Sabendo disso, quem vai pôr a mão na massa? Seria, eles investem (nos pagando) e nós trabalhamos pra desenvolver. Teremos que fazer a nossa parte… é inevitável. E, quanto antes, do que tarde.

Eu mesmo, que não sou expert em acessibilidade e usabilidade, já estou vendo de comprar alguns livros pra ficar bem mais por dentro. Penso até em treinamentos.

E você, amigo leitor/desenvolvedor? Vai ignorar a realidade (pensar que isso não vai dar em nada) e continuar apenas se preocupando com o que é certo ou errado no XHTML/CSS?

[tags]acessibilidade, usabilidade, webstandards[/tags]

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35 Responses to “Acessibilidade e usabilidade na web: um caso sério”

  1. Mariana

    Thalis!
    De todos os posts que você já postou aqui, este foi o mais claro e, sem dúvidas, o mais bem escrito e mais gostoso de ler! Adorei! Parabéns!
    Muito legal vc falar sobre atualização. A internet, mais que nunca, está se desenvolvendo. Não só em termo de acessibilidade e usabilidade, mas tbm em relação ? s conseqüências disso: novas mídias estão sendo criadas no ambiente virtual e a informação está circulando mais facilmente.
    Eh mto interessante. Acho que não é questão de “isso não vai dar em nda.” Nem é modismo. A evolução da tecnologia faz parte e é uma realidade. E a gente tem que se esforçar para evoluir pessoalmente tbm. Não dá p/ ficar p/ trás.

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  2. Thalis Valle

    Óóóhhh! Essa é a Mariana que eu conheço, aquela que está voltando a ter um tempinho para comentar no blog do amigo e colega de trabalho, né. rs

    Quanto ? “novas mídias estão sendo criadas no ambiente virtual e a informação está circulando mais facilmente”, eu acredito que novas formas/maneiras/serviços estão aparecendo na midia internet.

    Este artigo fala de todas elas trabalhando de igual pra igual. Essa dia vai demorar, mas as pessoas já estão cientes disso. É o começo.

    []s

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  3. Ana Paula

    Muito bem colocado. Temos que nos adaptar sim. Parece que esses termos estão na “moda”, né? Acessibilidade e Usabilidade… eu leio pouco sobre isso, mas ainda não me aprofundei o suficiente. Mas é super importante sim.

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  4. Mariana

    Então, Thalis…Eu disse “mídias”, no plural, pq acredito que a internet reúne mtas mídias em uma só. Eh aquela história de ser multimídia, saca!? rsrsrs
    Não dá p/ comparar as propagandas que rolam no youtube com um hotsite, por exemplo. São mídias completamente diferentes… Que se complementam! Mas a acessibilidade/usabilidade tem que valer p/ tudo msm. Mas eu fico pensando como q isso vai acontecer em sites como o youtube que são, essencialmente, audiovisuais.

    rsrsrs
    Viu como eu tô participativa, colega de trabalho?!
    bjocas

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  5. Thalis Valle

    É Mariana. Aí, sim. rs

    Hoje, existem leitores de tela que lêem todo o conteúdo do site para os usuários com deficiência visual. No caso de audio, não sei realmente. Acredito que para os deficientes auditivos a preocupação é somente visual, pois não tem como fazer um surdo ouvir.

    Aí entraria na questão de tecnologias, como por exemplo o Flash, que hoje é considerado não acessível, e “nao lido” pelos search-enginers de buscadores. O que é muito sério hoje.

    É por isso, por exemplo, que você nunca verá sites que publicam conteúdo de maneira dinâmica cada vez mais rápido. Se pesquisar sobre acessibilidade e usabilidade no (Todo poderoso – Google) verá que, nesse requisito, o Flash está ficando pra trás. Será voltado apenas ? s animações que interagem com o usuário, usando ActionScript e XML.

    Se alguém tiver mais por dentro obre o Flash quanto ? acessibilidade, poste!

    Abraços

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  6. Alvin

    Exercício de futurologia:

    chegará o dia em que usuários cegos terão os sites lidos numa bela voz feminina, muito míopes poderão ver os sites com fontes gigantescas sem que percam a beleza e fluidez, surdos poderão ler as letras de músicas de sites, pessoas com problemas motores poderão mexer o mouse apenas com o poder de processamento de seu cérebro, ligado ? eletrodos Wi-MAX, mudos poderão conversar via skype que traduzirá suas ondas cerebrais alfa e beta em “voicevatars” (um avatar de voz oras!)… a era da informação será compartilhada por todos, independente de suas capacitações.

    Peraí, isso é futurologia?

    Não parece nem um pouco, não?

    Tudo isso é plausível tecnologicamente no dia de hoje, só que a preços inacessíveis para meros mortais, enquanto não tivemos largura de banda, infra-estrutura decente de internet, desmonopolização de DPNS nos países em desenvolvimento, investimento em tecnologia por parte do governos e finalmente a chamada WEB 3.x, que além de contar com webapps realtime, novos padrões de desenvolvimento, deverá contar com conexões de terabytes por segundo e IPV6.

    Que esse dia chegue! 🙂

    Reply
  7. carlos

    Cacildaaaa…

    Será que vai ser tudo isso futuramente? EU acho que se acontecer vai demorar muito mesmo. Mas qto a acessibilidade nem tanto.

    Reply
  8. Romullo Pontes

    São com textos com esse que cada vez mais eu me convenço que tenho urgentemente de aumentar os meus conhecimentos de acessibilidade e usabilidade no ambiente web. Sei que o Blog do Noel não é exatamente um primor nesses quesitos, mas pretendo utilizá-los numa versão 2.0.

    O serviço de futurologia do Alvin diz tudo. Mesmo que demore um tempo, outras coisas vão ter que acontecer nesse longo caminho e quem não se atualizar, ficará pra trás. Simples assim.

    Legal o texto e os comentários. Eu gostaria muito de poder fazer como você, participar dos comentários, mas pra mim isso é quase impossível. Eu bem que tento responder aos comentários rapidamente, mas cada dia que passa fica mais difícil…

    As imagens são demais! Mas teve uma fotógrafa que disse que as imagens não precisaram de tratamento. Que era um simples zoom para evidênciar essa característica das flores… Bom, estou esperando a prova. hehe!

    Quanto a encomenda da vagina da Karina Bacchi… Deve dar sim. Basta achar o gênio que tem a habilidade de cultivá-la. Imagine uma plantação de vaginas da Karina Bacchi com piercing! Seria incrível! hehe!

    Abraço!

    Reply
  9. Thalis Valle

    E aí Romullo,

    Eu quero uma vagina da Karina Bacchi! Eu quero uma vagina da Karina bacchi pelamordedeus! Será que a Web 3.0 vai ter serviços web-based que gera vaginas da Karina Bacchi? rs

    Bom, o nosso astrologo Alvin preveu o futuro, e agora que nós temos a chave de outro, quem vai chardá-la e não abrir as portas do futuro?

    Me lembro quando eu comecei a escrever meu primeiro site em HTML, em 2001, porque eu tinha desenvolvido um script de IRC que se chamava Dr_Bruce Millenium, e na época (febre de IRC) fazia maior sucesso. Daí então peguei o gosto pela coisa.

    E, nessa mesma época não víamos sites usando padrões. Era raro ver sites usando CSS. E quem trabalhava +/- certo, já dizia: “Começa estudar CSS, PHP, MySQL, etc. O que, pra mim, era “mui” fifícil. E o que vemos hoje? A linguagem PHP e banco MySQL em destaque como linguagens de médio/grande porte e XHTML/CSS como bíblia dos padrões. Basta? Não! Agora tem gente que recomenda Ruby On Rails, Java, Python, etc.

    Das linguagens dinâmicas que conheço (ASP/PHP) ainda predominam, mas chegará o dia que as aplicações exigirão mais. E um profissional de web vai ter que escolher seu caminho: programação ou designer/projetista. Será impossível um único “cara” dominar varias tecnologias e muito menos (o que acontece hoje) desenvolver um site sozinho. O Futuro é web-based. E quando chegar de vez (como Jesus prometeu voltar ? Terra) cada um terá seu papel fundamental, e a web será re-criada por equipes certas; marketeiros, jornalistas, designers, projetistas, programadores, etc.

    Romullo, assim como você, também vou lançar uma versão 2.0 do meu blog.

    Obrigado a todos pela participação.

    Reply
  10. Thalis Valle

    Mariana,

    Comparando a usabilidades de sites E-commerce nacionais com site desses países, saímos na frente sim. Mas, vai comparar com sites Americanos, ou então sites da Europa. A diferença é gritante!

    Digo um que é quase 100% aprovado em usabilidade: amazon.com

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  11. Neto cury

    Eu por acaso já te disse que esse CSS q deixa tudo em maiúscula me confunde toda vez??? Toda vez q venho preencher meus dados eu preciso olhar no caps lock pra ver se está habilitado ou não!
    Mas então, ON TOPIC agora, o que e quando isso vai influenciar a blogosfera?

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  12. zidane

    Perfeio, Thalis! Eu não tinha ideia de como esse era importante, confesso pois sou novo na tecnologia de internet. Pesquisie na internet e vi o livro “Nao me faça pensar” de um autor gringo. Vc ja leu recomenda?

    Inte

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  13. thalisvalle

    Neto,

    Pois é. isso o que acontece com você, provavelmente acontece com a maioria dos leitores do meu blog. Eu vou modificar esse esquema no .css. valeu pela dica!

    Zidani,

    Sim, eu inclusive o tenho. “Não me faça pensar” é do Steve Krug. É muito bom, aborda muita coisa sobre usabilidade na web. Vale muito apena comprar. Pelo conteudo, o preço dele está bem em conta. Mais ou menos 40,00

    []s

    Reply
  14. Bernard De Luna

    Fala Thalis!

    Sobre usabilidade, isso não se aprende… isso se pratica, com muito esforço, livros, sites, projetos e erros.. a deficiencia do outro é uma oportunidade de se aprimorar.

    Muitos livros abordam a questão da pós produção, que diz que quando você fecha um site, você já tem uma lista de coisas que serão ‘melhoradas’ na primeira atualização no mesmo, assim como outra listra que virá no próximo upgrade do site. Essas listas tem que sempre ver se o site está tendo alguma dificuldade de algum lado e de outro. Os deficientes estão cada vez mais próximos do acesso sim, mas será que já tem algum padrão para sabermos como interagirmos com ele? Será que alguém parar agora e criar uma forma intuitiva de se desenvolver de forma abrangente pra eles isso nao possa virar um padrão? Estamos num meio intermediário onde temos que praticar, por isso volto a dizer: usabilidade e acessibilidade é uma prática e não um objeto.

    Sobre o flash, concordo com você sobre a questão abordada, só queria mostrar um outro angulo. Era digital – Tv – Vídeos – interatividade. Com a chegada da era digital, as telas que ficam dentro dos elevadores executivos, que ficam em banheiros, apresentações que reunem de forma simples e fácil imagens, sons e interatividade (uma apresentação não só com slides e um botão ‘enter’ e sim com a orquestração que nem no minority report de dados e gráficos. Isso o flash proporciona, só não enxergaram isso ainda…

    Exemplo:

    Você está dando um curso para alguns computadores (ou palestra, enfim) um dos alunos é deficiente visual.. o mesmo arquivo de flash é aberto pela rede em todos os pcs… no inicio da apresentação vem um som no flash dizendo: “para ativar a narração – digite a tecla 5, para ativar a legenda – digite a tecla 6′. Assim quando um deficiente visual apertar o 5, puxa um movie clip ou importa um som sincronizado com a apresentação narrando tudo que visualmente seria mostrado, para um deficiente auditivo, apertando a tecla 6 ele teria acesso a legenda que nem existe na TV, assim o reportando de tudo que está sendo dito com a entonação apropriada e de forma rápica e clara.

    Viu? em um site você não vê isso hoje em dia, mas ele permite essa utilização, basta enxergarem 🙂

    Ufa! falei de mais.
    abraços!

    Reply
  15. Thalis Valle

    Bernard,

    Eu acho válida essa sua idéia sobre o tratamento do Flash para com os deficientes. Poderia ser feito, mas seria casos de animações especiais em áreas exclusivas, voltados aos sites institucionais. Por quê? Imagine um site ou portal de grande porte ou de serviços web-based (que é o futuro – e que já é realidade hoje) como sites agregadores de RSS Feeds, Google, Microsoft, Paypal, Torrent, Reviewme, Writely, YouTube, Iped, e tantos outros, que são inúmeros? Já pensou ter que desenvolver animações epeciais em Flash desse porte, para que um deficiente também possa ter acesso? Impossível né. A não ser que o cliente esteja a fim de investir bilhões, como foi o caso do Google com o Analytics, que trabalha com Flash dinamicamente, pra gerar gráficos.

    Por isso, acho que o caminho mais certo e direto é trabalhar com estrtura de marcação (Xhtml/css) porque é o padrão para qualquer sistema: pc, mobile, etc. O Flash, dessa maneira, teria que trabalhar com animações/gráficos para areas especiais de um site. Por isso acho que, hoje em dia, quem trabalha com Flash, tem que dominar Action script e conhecer linguagens dinâmicas.

    Seu comentario é muito válido, pois abre uma questão muito importante sobre acessibilidade e usabilidade. Quanto mais discussão melhor. É um brainstorm.

    Gostaria de ver mais comentários aqui!.

    Abraço[]s

    Reply
  16. Bernard De Luna

    fato, e sobre o que você falou das aplicações para web-based (que é exatamente a linha que eu atuo na empresa que eu trabalho) é super válido e correto, só quis mostrar que o flash deixou de ser um software voltado pra sites.. hj ele é muito maior e transcende qq aplicação, mídia ou meio…

    mas é isso aí… abração pra ti..

    Reply
  17. Roberta

    Oi, tudo bom?
    Li a matéria no notícia da manhã.

    Interessante sua categoria CSS/Design. Lindos sites para referência de Design.

    Parabéns!

    Reply
  18. issamu

    Isso aí, se é para fazer alguma coisa, faça a coisa certa, de acordo com o que manda a cartilha. Se for para fazer do jeito que cada um quer, então esse mundo ficaria a mercê de grupos fechados. É isso o que a globalização menos quer que aconteça.

    Reply
  19. Alex Medeiros

    O que eu penso disso e o seguinte, se hoje temos bilhoes de sites no ar, inclusive o site da padaria na esquina, e porque existe IDE que auxiliam pessoas sem o minimo conhecimento em HTML criar um site, por tanto acho que uma solucao palpavel seria esses “cospidores de HTML” gerar conteudos acessiveis na medida do possivel!!!

    Achei perfeita a foto da freira usando um mouse
    aehaehahehehea
    Parabens pela materia

    Reply
  20. José

    Cara, abre os olhos. “A questão é que, na era Web 2.0, acessibilidade e regras/maneiras de usabilidade será cada vez mais exigido, até chegar o dia em que não somente sites públicos deverão ser acessíveis, mas todos os demais que estão publicados na web.”

    Não isso que traz uma pessoa no site. Se o conteúdo for bom, ele dará um jeito de acessar o site.

    Webstandarts é commodity!

    Visita o contraditorium!

    Reply
  21. Jack

    Ainda bem que as pessoas começaram a falar sobre o assunto. Muito pior era a época em que se escondia esta realidade. Os deficientes são também consumidores, e isto mais que qualquer outra coisa, tenho certeza, fará com que no futuro os sites fiquem amigáveis também para os deficientes.

    Reply
  22. Maicon Junches

    Você disse tudo!

    Já passou da hora de corrermos atrás de aprender sobre, e como você falou isso vai chegar e eu penso que cada vez vai ser mais cobrado.

    Tenho experiência de uma vez o cliente leigo me perguntar se o site dele seria desenvolvindo nos padrões web. Isso já é algo atual, e acessibilidade vem cada vez mais por ai.

    Grande abraço!

    Reply

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