Aristeu, evangélico honesto é e-mail viral?


aristeu_thumbAristeu é evangélico honesto, faz limpeza, conserta aparelhos, pinta ferros e madeiras, faz polimento em automóveis, faz propaganda para a Grand Pix, e não Granpix, é guarda, office-boy, motorista, e ainda candidata-se como marido (multi-tarefas) pra mulheres livres e não fumantes.

Mas, quem é esse tal de Aristeu?

Quando recebi esse e-mail, logo pensei: como é desgostoso um publicitário ou designer conhecer a realidade nua e crua, da qualidade e aceitação das artes gráficas e mí­dias interativas da criação publicitária no Brasil.

Eu sei que se trata apenas de um anúncio amador de um indiví­duo que quer trabalhar. Coitado… Mas, é o momento para refletir. E se você perguntar, quem é o responsável (ou culpado) pela esta “criação”, se engana se pensar que é o Aristeu, ou o “micreiro” que criou. Não! Eu penso que o responsável é a lei. A falta da lei…

Qualquer indiví­duo com um computador e um Photoshop instalado pode criar uma arte, sem formação, sem conhecimento da área, sem briefing e valor intelectual, e que mesmo assim é aceito pelos leigos e profissionais. Ele não pode, mas faz. Está aí­ o resultado circulando na web.

Imagine se tornasse moda, pessoas atender como sendo psicólogos (os gurus de auto-ajuda – não existem por aí?), as pessoas na própria casa ou a domicí­lio, sem qualquer diploma, conhecimento e autorização para tal, exercendo irregularmente a profissão…

Imagine se tornasse moda, trabalhar como advogado, sem ser inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. O que aconteceria com esses não-regularizados? E para o autor que criou a “arte” – no sentido pejorativo -, do Aristeu, o que acontece? Nada. O Aristeu não cometeu crime… mas, deveria de ser considerado.

Cadê a lei e os deputados que não trabalham para apresentar novos projetos de lei para quem tem formação em propaganda? Pra mim, há indiferença de reconhecimento e atenção entre as profissões, e esse quadro só pode mudar quando existirem leis.

Nessa estória, o Seu Aristeu só estava vendendo o seu peixe. Ou melhor, os seus peixes. Ele não deve nada pra ninguém. E mesmo que ele tenha sido o autor deste anúncio pessoal, ele é um ignorante – não no pejorativo. Usou ferramentas e meios para se promover de maneira legal.

Chega de ironia…

O que deveria acontecer? Uma lei que evitasse isso. Uma lei que obrigasse o Aristeu a contratar (pode entender como pagar um profissional formado e autorizado, da área para criar o anúncio dele). Isso não acontece e os profisisonais perdem trabalhos para micreiros, “legais” espalhados por todo canto.

O bom para o Aristeu, é que o anuncio dele está circulando na web; “zombação viral”.

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8 Responses to “Aristeu, evangélico honesto é e-mail viral?”

  1. Grande Líder da Silva

    Está bem claro, pela quantidade de aberrações nesse anúncio, que essa é a obra de algum desocupado bem-entendido no ramo.

    Tanto que a foto do “Aristeu” fica bem pequenininha, lá num canto. Quer dizer, o principal é a aberração do anúncio, o ser humano fica em segundo plano.

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  2. thalisvalle

    Com certeza. É por tudo isso que o anúncio dele está circulando na web. Esta mostrando como é gritante a “tosquice” do mesmo.

    E nem selecionou o público alvo, heim… rs

    Ele não colocou o e-mail de contato (talvez não tenha) senão eu entraria em contato pra saber, se ele teve algum feedback.

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  3. Lucio@Pereira

    Hummmm, interessante o ponto de vista… sobre essa parada do e-mail viral, só se for e-mail viral negativo né. porque mesmo sendo circulado para milhares de pessoas ninguém vai se interessar pelo “serviço” do multi-tarefas, titio Aristeu. Ele não ganhou nada com isso. Eu acho….

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  4. Antonio

    Thalis, vc disse que gostaria que alguém deveria propor uma lei contra isso (pessoas criarem um “anúncio” sem formação), mas ao fazer este comentário, vc falou de leis sem ser advogado. Não é necessário ser eng. civil para trocar uma pia, nem advogado para interpretar as leis (o que é obrigação de todos os cidadãos), vc tb pode se representar em juizados especiais e falar diretamente ao juiz. Essas são coisas pequenas. Não é o caso de um médico ou a construção de uma ponte, onde pessoas podem morrer. Imagine quanto esse Aristeu poderia pagar? Ele fica em uma fila para pegar senha o dia inteiro (cobra-se mais ou menos de 10 a 20 reais por isso). Vc faria este cartaz para ele por 3 reais? Vc disse que ele não colocou e-mail, esse sujeito não deve ter nem identidade. Vivemos em um país miserável, Thalis, onde grande para da população não tem sequer certidão de nascimento. Esse é o Aristeu: uma pessoa pobre que fez um cartaz para colocar na igreja e na farmácia para tentar sobreviver, ter o que comer. Alguém viu o cartaz, achou engraçado e o distribuiu por e-mail. Eu não vejo graça alguma na miséria.

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  5. thalisvalle

    Antonio,

    No fim deste artigo eu disse, que: “o Seu Aristeu só estava vendendo o seu peixe.” Continuo acreditando que o Aristeu é um cidadão normal que paga impostos, vai aos bancos, mercados, farmácias, como todo mundo. Você está certo em dizer que “Alguém viu o cartaz, achou engraçado e o distribuiu por e-mail”.

    Infelizmente, nessa “terra” todo mundo anda sem $$$, e muitos ainda nem pensam em fazer qualquer anúncio… MAS, aí são outros 500. Não falo do ato de ele fazer o anuncio (por não ser um orgão, empresa qualquer ou marca) mas por” vender seu peixe” sem seguir normas, como todo advogado tem que seguir, como todo engenheiro tem que seguir. Ninguém constróe (ergue) um estabelecimento, sem uma autorização.

    Não importa se ele é pobre e não tem dinheiro pra pagar uma agência, ou designer ou veículo de comunicação. Importa que não seguiu normal, pois elas não existem!

    E agradeço pela participação!

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  6. Diego Schmitt

    Thalis,
    Concordo com sua afirmativa de regrar algumas profissões, como hoje várias são regradas, mas na minha opinião, este “panfleto virtual” pode ser até mesmo de caráter fictício e o Sr. Aristeu nem existir, e a falta dequalidade é devida ao modo como a população brasileira é tratada hoje, e isso levanta questões maiores do que a Internet, sei o que digo, pois trabalhei alguns anos em gráfica expressa e sei o número de pessoas sem instrução que resolvem fazer uma “mídia publicitária” sem conhecimento nenhum, e os operadores de computador tendo que fazer algo deste tipo, sem poder dizer nada.
    Só acho que se as pessoas tivessem que obter formação para fazer anúncios ou executar qualquer tipo de criação gráfica, infelizmente, o mercado iria perder muita gente boa, que ainda não obteve um diploma acadêmico.
    Eu mesmo, tenho uma empresa de desenvolvimento de sistemas para web, e websites, e estou cursando (ainda) o bacharelado em Design.

    Talvez muitos outros tipos de pessoas deveriam preocupar-se no estado precário que encontra-se a Internet hoje (principalmente desenvolvedores) e fizesse algo para melhorar “tudo como um todo”, mas o Sr. Aristeu com certeza, não obteve resultados em sua empreitada. 🙂
    Aproveito o post para dar os parabéns pelo site que está muito bom, torno-me a partir de hoje um fiél leitor.

    Abraços.

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  7. Samara

    Gente se vcs querem saber mesmo do Aristeu eu conheço ele aliás ele é meu vizinho, ele não tem conhcimento nenhum,mas posso dizer que ele é um cara honesto,tudo bem que ele não tenha feito uma pulblicação boa, mas é assim queridos, é um homem que está lutando pra sobreviver, enquanto outros em vez de batalhar fica aí roubando!

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