História de Catanduva

Não se sabe com exatidão quais os fundadores do antigo Cerradinho, humilde e rústica povoação, construí­da às margens do Ribeirão São Domingos, afluente do Rio Turvo. Essa denominação foi mais tarde substituí­da por Vila Adolfo e posteriormente por Catanduva.

A tradição local favoreceu de certa forma, a hipótese de que o iní­cio de sua história está ligada à mudança de uma famí­lia de nome Figueiredo. Segundo esta, José Lourenço Dias Figueiredo vindo de Minas Gerais, teria comprado propriedades nessa região no ano de 1850. Em 1889, seu filho Joaquim Figueiredo, tomando posse das terras, iniciou as plantações e o cultivo, quando então se construiu a primeira casa de telha.

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Em contraposição, há outra corrente que atribuiu a glória da fundação da cidade a Antônio Maximiano Rodrigues, natural de Conceição do Rio Verde no estado de Minas Gerais, que teria adquirido terras na região de Catanduva por volta de 1850, e nelas se estabelecido em 1892 quando fez a doação de 10 alqueires da sua propriedade para patrimônio da Paróquia de São Domingos, batizada com o nome de Cerradinho por se encontrarem tais terras encravadas na Fazenda de São Domingos do Cerradinho.

Outros, ainda optam pelo nome de Domingos Borges da Costa (conhecido por “Minguta“) que se radicou nas cercanias da povoação nascente, à beira de um riacho, hoje denominado Minguta.

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A Imperial Estrada do Taboado que de Jaboticabal aprofundava pelo alto sertão, passando por Monte Alto, Vista Alegre, Palmares (antigo Cordão Escuro), Tabapuã e Rio Preto até atingir o Porto de Taboado, no Rio Paraná, era a principal via de penetração naquela época, absorvendo todo o movimento comercial da região. Por força desse determinismo geográfico, Cerradinho tornou-se tributário de Cordão Escuro. Mas quando a ferrovia veio abrir novos rumos à civilização, a insignificante povoação de Cerradinho tomou novo alento, transferindo para si o eixo comercial de toda a região.

Antes mesmo da chegada da Estrada de Ferro Araraquara em 1910, foi criado o Distrito de Paz, no Municí­pio de São José do Rio Preto, com a denominação de Vila Adolfo, em homenagem a um polí­tico de Rio Preto, Coronel Adolfo.

Desde então, o progresso urbano do Distrito foi extremamente rápido, prendendo-se ao desenvolvimento econômico da fértil zona rural. O cultivo do café, predominantemente adotado a penetração ferroviária, de par com a assistência médica hospitalar e educacional com a qual a florescente vila ia sendo dotada – constituí­ram fatores decisivos para a evolução progressiva da Área urbana e consequentemente do Municí­pio.

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Origem do Nome

Catanduva é uma palavra de origem indí­gena que significa “mato cerrado“, – espesso e impróprio para a produção agrí­cola – o que na prática não se confirmou.

Aniversário e Emancipação Polí­tica

O Aniversário de Catanduva é comemorado em 14 de abril e sua emancipação polí­tica ocorreu nessa data, no ano de 1918.

Fonte: Biblioteca Municipal de Catanduva