Quando um novo cliente surge e diz pra você: “Eu te procuro porque eu quero injetar o meu negócio na web, quero bombar na internet, quero virar referência, quero usar essas coisas de Google, quero que meu site apareça na primeira página igual o meu concorrênte X, e quero um design bem bonito mas fácil para as pessoas entenderem“, etc. O que você pensa? Fica contente por descobrir um cliente consciente.
Então, se dedica para fisgá-lo pensando como ele pode se tornar um case, você apresenta resumidamente as etapas para injetar a empresa dele na internet. Mas ele diz: “Entendi. Legal. Mas eu quero meu site em Flash, bem bonito (colorido, com coisas piscando), inovador como o site do Ciclano (e ele te passa uma referência 100% em Flash, pesado e com uma péssima navegação)”.

Tudo o que você pensou sobre o grau de consciência dele, cai por água abaixo:
Sempre cai no gosto pessoal do cliente. Ele não sabe o que é certo.
O seu papel é mostrar que, fazendo como ele quer não chega em lugar nenhum. Então, você tem que falar da mina de ouro, e falar do contrato para que ele tenha um operário para explorar o minério.
Todo cliente quer o Tudo, mas não quer saber das etapas, dos prazos e custos. Se ele procura o profissional certo para isso, é porque ele está ciente de que precisa “ceder” aos caprichos de outrém. Errado.
O cliente quer X, mas quer pagar pelo Y.
Portanto, diz a voz do profissionalismo: se você quer fazer acontecer o seu desejo, confiando nas mãos de quem sabe fazer, precisa aceitar as condições:
Contrato, prazo e custo.
Quem teria coragem de pedir o valor, para fazer X mas entregar Y, que vai contra o desejo do cliente?
Poutz, uma realidade vivida semanalmente por nós, Designers. Trabalho há um tempo como freelancer no RJ e são clientes desse tipo, e a freqüência de aparecimento deles, que me desestimulam a continuar trabalhando no meio. A desvalorização do profissional web aqui é absurda. Mas… um dia isso muda né, ou melhor, não muda… quem muda geralmente somos nós, de estado, de país, talvez ate de profissão.
O que eu acho complicado é: como fazer o cliente entender que ele deve pagar pelo X. Como fazer ele entender que um site full flash é prejudicial ao negócio dele?
Já consegui explicar para alguns, mas levei horas para fazer o cliente entender, mostrando possibilidades e impossibilidades, erros e acertos.
Chega ser cansativo.