O mercado do consumo e o produto sem procura


Empurrar um produto que não tem procura, isso dá certo?

Se o Ciclano tem a empresa Beltrano, e vende o produto X de segmento Y, mas este não tem procura e as vendas não acontecem, mesmo com vendedores de muita lábia, a saída é continuar acreditando (esperar o mercado digerir), ou parar pra rever conceitos e reavaliar produto e o mercado? Se vendesse alguma coisa, será que conseguiria pagar todos os impostos e contas, e ainda ter algum lucro, algum caixa para destinar uma porcentagem aqui e outra alí? Enfim, movimentar e alimentar o negócio?

O marcado é saturado e a globalização está trazendo caos. É fato.

Não estamos mais na época de saber qual produto vender, mas entender o por quê o mercado existe, o por quê a sociedade cria necessidades de alguma coisa.

Não. Mais além… não estamos mais na época de conhecer o mercado para poder criar mais um produto ou serviço que é saturado e que é feito para ganhar dinheiro, fazer o nome e conquistar muitos bens. Estamos na época de achar alguma saída para tudo isso.

Isso traz consequencias ruins ao consumidor. É hora de achar a saída e trazer de volta a calmaria, o bem estar, a qualidade de vida, a saúde. Pensar numa saída que colabore com tudo isso de modo global, que não tire a saúde do ser humano, nem dos animais, e nem de todos os seres vivos do planeta. Pensar em algo que estabeleça a paz entre os continentes e uma lei de igualdade, onde o mais forte não tem poder para decidir pelo mais fraco, etc. Enfim, mudar o mundo de hoje, virar o jogo, dar chequemate no aquecimento global, na crise e na violência. A realidade não pode continuar. Ou o ser humano muda, ou o mundo mata o ser humano… ou o ser humano se mata por estar matando o mundo.

O consumismo está cegando as pessoas, cegando o real motivo da existência. E o real motivo da existência é a ordem, onde todos vivem corretamente e muito bem. Isso poderia ser simples de dizer alguns milênios atrás, mas hoje parece piada.

As pessoas não querem mais consumir, consumir e consumir mais, pagar contas, pagar contas e pagar mais contas. Elas querem algo que a maioria das empresas não dá, porque a maioria das empresas não pensam nelas (em nós), mas no lucro.

O consumidor não é mais ignorante, ele é avisado. Ele tem um arsenal tecnológico que trabalha para sua informação, e ele não quer ser enganado ou ter obrigação de adquirir algo que ele sabe que não vai trazer nenhum benefício (consciente) para ele.

Qual é a saída, para o mundo caótico de hoje? Continuar fazendo planos para gerar empregos, para empresas que produzem produtos para mercados saturados?

Continuar dando tiro no pé?

Um exemplo: aprovar uma lei que promete novos empregos para construção de novos pedágios urbanos (encaminhado à Assembléia Legislativa pelo José Serra do PSDB) para cobrar mais dinheiro do próprio consumidor, baseado num produto saturado e que vende num mercado em crise global, o mercado automobilístico. A idéia é melhorar a situação do trânsito, o caos das capitais (que por sua vez colabora com a aceleração do aquecimento global), mas que por debaixo dos panos (no inconsciente coletivo das pessoas – dos consumidores) não param pra perceber que, mesmo com essa lei, as montadoras continuarão vendendo ou tentando vender mais. Ou seja, o produto sái e chega ao consumidor, e este ajuda a destruir mais o seu habitat (acidentes, poluição, compromissos adiados devido atrasos, superlotação -> estresse = saúde), ele paga para isso, e paga o dobro para continuar se prejudicando. É tiro no pé! É o circulo que não tem fim! Se precisa de urgência, porque a lei não atinge as montadoras, para equilibrar a procura/demanda?

É para essas e outras, que o mundo pede por alguma nova mente brilhante – nem pense no Obama, ele não vai fazer milagres – para trazer soluções de verdade, qualidade e sáude.

Outro exemplo: ano passado o Brasil fechou com 29.661.300 novas habilitações de linhas para celulares em relação ao ano anterior, um acréscimo de 24,52% de acordo com notícia divulgada pela Anatel, em 16 de janeiro de 2009. Aumento de 40,83%. Em outras palavras, o brasileiro anda comendo celular. As operadoras e fabricantes enchem os cofres, empregos mantidos, e novos empregos gerados para o setor de tecnologia móvel. No entando, qual o real benefício da humanidade? Emprego, para ter as consequências de um cancer mais cedo, linhas congestionadas, grande quantidade de lixo tóxico no meio ambiente, novos crimes praticados, etc. Emprego não é benefício, emprego é algo que o mercado faz pela sua natureza. Pelo simples fato de ele existir, sempre haverá empregos. O desemprego (como ele está) não é normal, é o sinal de que o mundo esta cada vez mais caótico, tanto pelas coisas erradas (mal planejadas e aproveitamento de pessoas desonestas) bem como a taxa de natalidade mundial que, em outras palavras, o ser humano está procriando mais que animal irracional. Não pensa nas consequências em larga escala. Desse jeito, no próximo milênio, a Lua vai ser conquistada pela segunda vez, para achar formas de habitar os humanos. Sem ironia.

Como temos que errar para fazer o certo, o grande benefício ainda não veio, a não ser para quem enriquece com os fabricantes e operadoras – no olhar materialista. O benefício seria a comunicação sem afetar o meio ambiente e a saúde das pessoas. Simples assim.

Cientistas querem chocar os prótons e encontrar o bóson de Higgs, mas não querem descobrir como beneficiar o seu próximo, sem que ele ganhe fama e dinheiro com isso. Todos somos protagonistas de um cenário, sistema falido, que um dia vai parar o mundo se alguma grande mente não aparecer. Fato.

O tempo passa, e alguém percebe o consumismo como ele está? A globalização não o favorece? O consumismo não favorece a crise?

Continuar empurrando as coisas, planejar para criar mais necessidade nas pessoas (consumidores – que já não conseguem viver direito por estarem tomados pelo trabalho – porque consomem e precisam adquirir, pagar contas e bancar sua saúde) não está correto.

Mais produto, maior manutenção. Se dá manutenção, precisa de maior arrecadação. Se precisa de lucro, precisa de mão de obra para a demanda, emprego. Se o marcado não é favorável, não existe lucro, não existe emprego para a demanda que cai com o decorrer (desaceleração) do próprio mercado. Esse é o circulo vicioso que não tem fim. A população aumenta e o aquecimento também. A criminalidade aumenta porque está cada vez mais difícil ganhar dinheiro, o mínimo para sobreviver com dignidade.

Essa roda está começando a descer cada vez mais rápido, feito bola de neve. E onde vai parar? Save us…

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