O trabalho tem custo
Já tive o contato de alguém (que me procurou) pra propor o seguinte: elaborar/criar algumas propostas de interfaces diferenciadas para o negócio online dele, porém de graça. Eu deveria fazer as provas, enviar e torcer pra ele gostar de alguma. Depois disso, só Deus é que saberia…
Como humilde que sou, antes de responder fui pesquisar quem era ele e se existia empresa, e constatei que era um simples mortal querendo se passar por moderno.
Minha resposta foi:
“Sr X, obrigado pelo contato. Eu não trabalho de permuta ou favor. Se estiver realmente interessado em obter resultado para o seu negócio online, pelo esforço e dedicação do meu trabalho, entrarei em contato para esclarecer meus serviços e custo. Vamos negociar. Confirma o interesse?”
Se ele estivesse realmente precisando de mim, iria no mÃnimo aceitar receber um contato sobre meu trabalho e portifólio. Depois disso, mesmo se ele não tivesse o valor suficiente pra pagar meu serviço, poderia me oferecer recompensa no segundo trabalho (que haveria de surgir após o primeiro). Mesmo não significando que deve ser aceito, é o tipo de proposta que deve ser estudada, tratando de quem é o cliente.
O trabalho tem custo. Esse negócio de “trabalho moderno”, nada mais é do que “escravo moderno”. Não existe. Foi criado por pessoas interessadas em mão de obra gratuita; obter resultado pelas mãos dos outros, sem arcar com nada ou investir em nada pelo seu negócio.
Quando alguém promete recompensa, prêmio ou remuneração somente se o negócio der certo (ninguém sabe do futuro senão apenas estimar e apostar), ou propõe parceria nos lucros somente se o seu trabalho der resultado para ele, você tem 90% de chance de trabalhar de graça, e sair descontente e iludido.
Regra: acima de você ser recompensado se o negócio der certo, você tem que cobrar pelo serviço.
Quem aceita trabalhar de graça (para pessoas erradas), estará condenado em nunca evoluir ou conquistar respeito/valor algum.
Há quem sabe disso por já ter experimentado, e é vacinado. Há quem sabe disso, mas aposta que um dia aparecerá alguém que vai cumprir com as promessas (se até a bÃblia não anda cumprindo com promessas)… Esse último, vai passar o resto da vida reclamando ou não podendo pagar as contas em dia.
Regra: o valor de um negócio baseado num produto que é palpável ou bem de consumo, tem mais valor e créditos pelo consumidor, do que o serviço de mão de obra. Portando, todo serviço deve ser encarado como um produto. É aquela velha estória: o custo do parafuso é de R$1,00 real, mas saber qual parafuso apertar para resolver o problema de alguém, é de R$1.000,00.
O trabalho tem custo.
Tags: Cotidiano









dez 9th, 2008 at 11:39 AM
dez 14th, 2008 at 10:44 PM