Processo da comunicação, Spam não traz resultado por quê?


Quem se lembra da época quando e-mail era tecnologia para rico? Logo quando a internet começou (comercialmente) no Brasil, a minoria e somente pessoas com maior poder aquisitivo podiam pagar uma internet dial-up de 58kb. Naquela época, eu nem imaginava como era usar um e-mail, nem computador eu tinha.

Era legal trocar cartas e comprar revistas pra se informar. Como o impresso era a única alternativa, tinha que aturar a quantidade de mala-direta que recebia, aquele monte de cartas de remetentes que eu nem conhecia.

Acabou. Aposto que todos não escrevem mais cartas, nem recebem. A caixa de entrada, ops, caixa postal dos correios vive limpa. A era digital mudou nossos hábitos, a forma de trabalhar, de se comunicar e viver.

Com isso, foi a caixa de entrada dos e-mails que começou sofrer o problema das correspondências, mais tarde apelidado de SPAM (Spiced Ham). Através do método SPF (Sender Policy Framework), muitos servidores conseguiram melhorar o nível de AntiSpam. Mesmo assim, não conseguiram acabar com ele. Sabe por quê? Porque a solução não está na tecnologia.

Pior ainda, é receber essas porcarias fisicamente. Pois é! Se não bastasse, acho que a moda das correspondências “piratas” está voltando. Em casa por exemplo, já peguei na porta, vários impressos de serviços e produtos que nunca imaginei receber. Esses dias, foi em forma de bilhete encostado na porta, que continha: “Faço serviços domésticos em geral. Procuro trabalho. Fone…”. Outro exemplo: cheguei hoje de manhã no trabalho e, embaixo da porta tinha uma folha de sulfite impresso: “Cartuchos ciclano…” e todos os dados do estabelecimento. Fiquei sabendo pela secretária, que toda semana estamos recebendo o mesmo impresso. Isso é um absurdo.

Não estão nem imprimindo panfletos. Estão fazendo manualmente pelo Word, imprimindo numa impressora caseira em folha de sulfite. O nível está baixo.

Eu tenho certeza do que digo: o problema do spam não é falha tecnológica, não é falha dos servidores de e-mails, e nem de má utilização do SPF. O problema do spam, é a mente pequena das pessoas, é o pensamento mesquinho dos indivíduos que acreditam estar divulgando alguma coisa, quando disparam milhares de e-mails para destinos alheios. Mal sabem eles que enviar um e-mail não solicitado não é divulgação nem prospecção.

Quem trabalha com comunicação está cansado de explicar que para haver a comunicação de fato, é preciso obter o feedback do receptor. Só existe comunicação quando o Emissor (quem envia) recebe uma resposta do Receptor, e estes interagem entre si, não importanto o meio, o canal.

As pessoas precisam entender que não importa onde, como ou quando, mas enviar alguma coisa para uma pessoa que não precisa ou não faz parte do segmento do público alvo, dificilmente vai conseguir alguma coisa. Seria a mesma coisa que o indivíduo pegar uma Ak-47 e sair “rushando” na esperança de acertar algumas moscas.

Nesse processo, onde o Emissor (autor do spam ou mala direta) usa uma Mensagem (o e-mail ou o panfleto na porta de casa) por um Meio (a internet e panfleteiros de porta em porta), não obtem o feeback (a resposta do cliente, o ato de fechar um negócio, a aceitação, a permissão) do receptor, deixando assim uma falha no processo comunicativo.

É fácil perceber que não adianta praticar spam ou mandar sulfites e panfletos na porta da casa da pessoa. Além de não conseguir vender, o spammer está colaborando (sem perceber) para denegrir a sua própria marca (se é que tem) que, ao invés disso, deveria zelar com bom exemplo.

Não adianta enviar spam; promoções, convites, para pessoas que não fazem parte do segmento do negócio.

Felizmente, os spammers estão “caindo na real” e pensando em campanhas online, para promover o seu produto/negócio.

É assim que se tem resultado: fazendo certo.

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